• Vista dos trabalhos Código das Águas e Quase Montanhas na exposição Escrituras da Água na Galeria Eduardo Fernandes | 2016

  • Vista dos trabalhos Código das Águas e Quase Montanhas na galeria | 2016

  • Vista do trabalho Quase Montanha 3 na galeria | 2016

  • Vista dos trabalhos Quase Montanha 4 e Carta de Viagem IX na galeria | 2016

  • Vista da exposição | 2016

  • Vista da exposição | 2016

  • Vista da exposição | 2016

  • Tenho trabalhado a ideia da água como metáfora para a relação do corpo com o ambiente. Quando falo em água, penso em fluxos, ritmo, movimentos, em imagens de quedas, corredeiras, nascentes, transbordamentos, marés preamar e vazante, etc. Essas imagens também nos levam a pensar em rio, represa, lago, mar, paisagem. Mas o meu ponto é ultrapassar a ideia de paisagem, que é a separação entre o homem e a natureza. Minha pesquisa tem se focado no conceito de natureza no sentido da cultura oriental: A paisagem por si só não existe, por que não estamos fora e sim dentro. Penso que ao invés de existirmos antes da paisagem, sujeito e “objeto” emergem de dentro dela. Paisagem é um conceito que não apenas envolve rios, lagos, montanhas, mas também qualquer ambiente. Três series de trabalho foram expostas: 1. Cartas de viagem são mapas fictícios. Foram feitos com pigmentos, solvente e lápis sobre papel. Trabalhar com pigmentos não permite grandes planejamentos. É a experiência do acaso, do sujo, da falha, de ter que repensar os passos a cada movimento. Sobre os mapas foram colocadas anotações minhas e de outros autores, tais como, Kuniichi Uno, Jean Genet e Samuel Beckett. Os textos são pistas, indícios sobre as questões pensadas durante minha viagem, que foi minha investigação pessoal, artística e acadêmica nesses últimos anos. 2. Quase Montanhas são vistas aleatórias desses mapas. São monotipias feitas com cera, pigmentos preto e metálico bronze. 3. Código derramado é um trabalho de intervenção sobre um fac-símile do Código das Águas Brasileiro, de 1936. Nesse código foram criadas categorizações para todo o tipo de água territorial, tal como nascentes, rios, águas públicas, águas particulares e outras modalidades. Sobre o código foi derramado pigmento metálico bronze diluído com solvente. A ação sobre o papel foi aleatória, deixando que o líquido percorresse seu caminho.

  • Leia em Textos Críticos: "Cartas de Viagem e outras imagens quase líquidas" de Agnaldo Farias e "All About the Water – The Art and Science of Ana Amélia Genioli" de Brian Hieggelke